sexta-feira, 25 de junho de 2010

Autonomia do Conhecimento

 

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Atualmente o tema envolvendo Conhecimento está como uma das prioridades para a atual sociedade tecnológica em que vivemos. Sabemos que a informação chega com maior facilidade, mas o conhecimento não.

Segundo o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, para que haja uma mudança real e significativa, é necessário que a Educação seja o veículo que transporte o Conhecimento, de tal forma que este seja produzido e reproduzido.

Cortella ressalta em seu livro “A Escola e o Conhecimento”, que a postura arcaica do professor, bem como a organização da sala de aula e a insistência em colocar autoridade (prefessor) à frente da platéia (alunos) a ser iluminada.

Afinal, pensadores como Paulo Freire e Jan Amos Comenius, já salientaram a importância de mudanças na Educação, como uma nova imagem do docente, distante de uma postura missionária.

Autonomia é exercer a própria liberdade, dentro de sua condição, em relação ao meio à sua volta. E, com ela vem a responsabilidade para desempenhar funções na sociedade, tal como também exige a função de professor. O relacionamento entre as pessoas deixa de ser competitivo e passa a ser cooperativo, aponta Luiz Felipe Quel, consultor empresarial e professor.

Segundo Quel, o Conhecimento é um diferencial nas empresas, e podemos trazer isto também para o universo escolar. Este diferencial é como as pessoas lidam com os objetivos estratégicos, como se integram a eles e como as organizações alinham as expectativas pessoais e organizacionais (entre conhecimento pessoal e corporativo).

Concluindo, percebe-se a necessidade de estarmos, enquanto profissionais, de quaisquer áreas, sempre atualizados e renovarmos continuamente os conhecimentos pessoais, de forma a aliá-los ao cotidiano profissional.

Um abraço!

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Para Pesquisa:

1. Autonomia e Conhecimento in Revista do Centro de Educação  (http://coralx.ufsm.br/revce/revce/2004/02/a7.htm)

2. Artigo sobre “Pedagogia da Autonomia” de Paulo Freire (http://www.webartigos.com/articles/7526/1/Breve-Comentario-Sobre-A-Pedagogia-Da-Autonomia-De-Paulo-Freire/pagina1.html)

3. Sinopse do Livro de Luiz F. Quel: Gestão de Conhecimentos (http://www.administradores.com.br/aperfeicoamento/livros/gestao-de-conhecimentos/326/)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Ensino: Liderança e Sabedoria

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O conceito de Liderança e Ensino, chamado também de “sabedoria do ensinar”, alia teoria e prática de forma a investigar a relação entre ambas, inserido num ambiente de aprendizado alternativo. Este conceito proposto por Willian e Rita Green, é a essência do Programa de Liderança da Andrews University e, pela sua relevância ao vir de encontro com as atuais necessidades educativas da sociedade, resolvi expor aqui neste espaço um resumo do artigo para sua reflexão.

Um abraço!

Liderança é, para W. e R. Green, um “sinônimo” de ensino, assim como líder também o é para professor. Partindo deste princípio, os autores expõem suas idéias relativas ao que é ensinar nos dias de hoje.

A sabedoria de ensinar é um estudo do processo de ensino-aprendizagem, através de uma investigação disciplinada, que envolve quem é este líder (professor), sua prática, e como afeta no desenvolvimento acadêmico, moral e social dos estudantes.

Os autores afirmam que um professor eficaz deve ser capaz de combinar objetivos, conteúdos e características dos estudantes à um amplo repertório de processos de ensino e assim, tomar decisões eficazes. Dessa forma, a pedagogia eficaz é desenvolvida a partir dos seguintes elementos que se relacionam entre si: 1) processos intuitivos, 2) técnicas supervisionais, 3) projeção e implementação do currículo, 4) estratégias de avaliação e 5) uso apropriado da tecnologia.

Para tanto, os autores afirmam a necessidade dos professores de terem conhecimento teórico e a habilidade de traduzí-lo em prática; demonstrar emoções e atitudes sadias; ter habilidade com técnicas, estruturas e estratégias de ensino; praticar e ensinar o comportamento moral e ético saudável; demonstrar conhecimento prático do ambiente de trabalho; ter domínio dos conteúdos; estar habilitado para utilizar a tecnologia no ensino.

Os autores também apontam como forma de tornar o processo de ensino-aprendizagem eficaz, a mudança da prática de instrução, ou seja, da qualidade de ensino. Para isto, é necessário entender o propósito do ensino, que agrega conteúdo e compreensão, desde o simples até o complexo. E também técnicas (controle do ambiente), estruturas (conteúdo e interação) e estratégias (sistemas organizados de instrução e baseados em pesquisas).

Ao se comparar o Ensino com a Liderança, é notável a comparação com o mundo dos negócios e com o papel de líderes mundiais ou religiosos e presidentes de empresas ao de professores. Ressaltam a importância de desenvolver as habilidades para ter sucesso no século XXI.

Existem quatro perspectivas para estruturar o pensamento e ajudar no desenvolvimento da liderança: psicologia (compreender como o estudante pensa e trata a informação ou conhecimento), filosofia (examinar nossas próprias suposições filosóficas), inteligência (entendimento da teoria das inteligências múltiplas de Gardner) e perspectiva da moral e do caráter (desenvolvimento destes).

A conclusão do artigo é a de que a sabedoria de ensinar é um estudo daquilo que funciona no ensino, sobre a habilidade de demonstrar boas práticas para a transformação e não apenas a habilidade de verbalizar.

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Para Pesquisa:

http://www.unisa.br/cbel/artigos04/04_williamgreen_pt.pdf

http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php/edicoes/153-181/20555-estilo-de-lideranca-e-tomada-de-decisao-nas-instituicoes-de-ensido-superior.html

sexta-feira, 7 de maio de 2010

6 de Maio – Dia Nacional da Matemática

O Dia da Matemática começou a ser comemorado a partir de 6 de Maio de 2004, através de uma lei aprovada em Congresso Nacional, sendo de autoria da deputada professora Raquel Teixeira. O dia escolhido para esta comemoração tão importante culturalmente tem como motivação a data de nascimento do professor Júlio César de Mello e Souza, conhecido como Malba Tahan.

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O professor Júlio César nasceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de Maio de 1895. Na época escolar não era considerado como bom aluno de Matemática e criticava a didática que era utilizada, considerando-a detestável.

Seguiu sua vocação para o magistério e concluiu o curso de professor primário na Escola Normal do Rio de Janeiro (antigo Distrito Federal) e em 1913 formou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica, na mesma cidade.

Sua carreira de professor começou com as turmas suplentares do Externato do Colégio Pedro II. Lecionou para menores carentes, tornou-se catedrático do Colégio Pedro II, do Instituto de Educação, da Escola Normal da Universidade do Brasil e da Faculdade Nacional de Educação, onde recebeu o título de Professor Emérito. Sua prática era voltada para o estudo dirigido, através da manipulação de objetos, sendo suas aulas movimentadas e divertidas. Por conta de sua experiência, propôs a criação de Laboratórios de Matemática em todas as escolas.

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Ao longo de sua vida, escreveu mais de 120 livros de Matemática Recreativa, Didática, História da Matemática e ficção infanto-juvenil, sendo publicados como seu nome verdadeiro ou sob seu pseudônimo Malba Tahan. Livros como “Lendas do Deserto”, “O Livro de Aladim”, “Lendas do Oásis”, “Os Números Governam o Mundo”, e o mais famoso “O Homem que Calculava”, traduzido para várias línguas, com mais de 60 edições e tiragens superiores a 3 milhões de exemplares, só no Brasil.

Podemos dizer que o professor Júlio César reinventou a Matemática, sendo considerado como o Messias da Matemática, procurado de tal forma que pudesse trazer alguma luz, através de seus livros, à várias gerações.

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Para Pesquisa:

1. http://cultura.updateordie.com/literatura/2009/06/18/o-homem-que-%E2%80%9Creinventou%E2%80%9D-a-matematica/

2. http://www.champ.pucrs.br/matema/malba_tahan.htm

3. http://www.profcardy.com/artigos/dia_mat.php

quarta-feira, 28 de abril de 2010

História dos Números Inteiros

Estava remexendo em meus apontamentos das aulas de Introdução à Teoria dos Números, que cursei com a professora Vânia C. S. Rodrigues, e encontrei notas de aula que contam um pouco sobre a História dos Números Inteiros. Abaixo, segue um resumo destas valiosas notas de aula.

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A origem e a formulação do conceito de Número ocorreu com o próprio desenvolvimento da Matemática. A partir das necessidades diárias do homem, o conceito de Número Natural surgiu naturalmente através da contagem de objetos. Assim, este conceito foi introduzido pelas nações, em conjunto com o desenvolvimento de suas formas próprias de escrita, criando o sistema de contagem.

Os números negativos apareceram pela primeira vez, no decorrer da história da Matemática, na China Antiga, aproximadamente há 4000 anos. Os chineses realizavam cálculos através de duas coleções de barras, sendo a vermelha para números positivos e a preta para números negativos. Já os matemáticos indianos descobriram os números negativos quando tentavam formular um algoritmo de resolução para equações quadráticas.

As regras sobre grandezas já eram conhecidas através dos teoremas gregos sobre subtração, (a - b)(c - d) = ac + bd – ad – bc, que os hindus converteram-nos em regras numéricas sobre números negativos e positivos.

No século III, Diofanto operava facilmente com os números negativos, porém quando se deparava com problemas que tinham soluções de valores inteiros negativos, os classificava como absurdo. Não tão somente Diofanto, mas muitos matemáticos europeus (como Stifel e Cardano) nos séculos XVI e XVII,  não apreciavam os números negativos.

A partir do século XVIII, quando foi descoberta a interpretação geométrica dos números positivos e negativos, como segmentos de direções opostas, é que a situação mudou. O Renascimento trouxe a expansão comercial, aumentando a circulação de dinheiro e os comerciantes eram obrigados a utilizar os símbolos + e – para expressar situações de lucro e prejuízo. Assim, os matemáticos da época desenvolveram técnicas operatórias para problemas que envolvessem números negativos e positivos. Surgia então um novo conjunto numérico, representado pela letra Z (de Zahlen, número em alemão), sendo formado pelos números positivos (Naturais) e seus respectivos opostos, podendo ser escrito da seguinte forma: 

Z = {...,–3, –2, –1, 0, 1, 2, 3,...}

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Para Pesquisa:

1.  http://www.mundoeducacao.com.br/matematica/o-surgimento-dos-numeros-inteiros.htm

2. http://www.scribd.com/doc/3964912/MATEMATICA-Matematica-Origem-dos-Numeros-Daniel-A-de-Lima

3. http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm27/n%B7meros_negativos.htm

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Significado de Construtivismo na Educação

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Jean Piaget, ao investigar os processos de inteligência, salientou o processo auto-regulador e dinâmico na aprendizagem de um indivíduo, onde o equilíbrio permite adaptação intelectual e organização dos conhecimentos, levando ao crescimento e à mudança.

A ideia construtivista na Educação é a de que o conhecimento é construído a partir de um processo de ensino-aprendizagem infinito, e não se restringe aos conteúdos trabalhados em sala de aula, pois há que se considerar o meio social, o contexto, a cultura local.

César Coll afirma que o Construtivismo não é uma teoria, mas uma referência explicativa, um auxílio na reflexão sobre a prática docente. Pois há a necessidade de compreender que o aluno é um aprendiz social e o professor um agente mediador entre o indivíduo e a sociedade. Já para Fernando Becker, o Construtivismo é uma teoria que emerge do avanço das ciências e da Filosofia dos últimos séculos, pois permite interpretar o mundo em que vivemos e, para a área da Educação, significa o processo de construção do conhecimento entre, de um lado docentes e aprendizes, e de outro o acervo cultural da Humanidade, sendo ambos em complementaridade.

O fato é de que estamos num momento de transformação, indicado pelas tendências atuais apontadas por pensadores como os citados aqui, além de Paulo Freire, Edgar Morin, Antoni Zabala, entre outros. Cabe a nós professores, estarmos abertos para essas novas tendências e continuar nossa busca por uma educação melhor, lutando com a nossa melhor ferramenta, a intelectual. Não podemos nos deixar levar por ondas de grupos sindicais, já que essa forma de lutar é ultrapassada e já provou ser ensejo para degradar a profissão. Precisamos agir sim, mas com inteligência, com o poder do conhecimento, aprimorando-nos a cada dia, apesar de tantas dificuldades.

Nesse momento vem a seguinte pergunta: e como a ideia construtivista na Educação pode funcionar na prática? É algo a se saber, pois o professor atualmente é muito cobrado pela sociedade, pelos meios de comunicação e vemos tudo que é negativo recair para ele. Sabemos que o Construtivismo requer uma maior atenção individual no processo de aprendizagem, mas não de uma maneira obssessiva, como se imagina. Porém para que seja efetivo, o ideal é que as salas de aula não sejam tão numerosas. Como alternativa para esse fato é a possibilidade do docente agrupar seus alunos por habilidades, parecidas ou opostas, de forma a aproveitar as individualidades para enriquecimento do grupo.

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Para Pesquisa:

1. BECKER, Fernando. O que é construtivismo? Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia II, UFRGS – PEAD 2009/1

2. COLL, César e outros. O construtivismo na sala de aula. São Paulo: Ática, 2006.

3. Biblioteca da Universidade Federal do Pará (UFPA):  (http://www.ufpa.br/eduquim/construtquestoes.htm)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Diretrizes, Formação e Realidade do Docente no Brasil

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Ao ler o artigo do professor Cury percebemos como ele já previa a necessidade da proposta de PCNs ter sido encaminhada, discutida, estudada e implantada sem pressa, através do diálogo, para que houvesse uma administração eficiente.

http://www.nesp.unb.br/polrhs/Temas/os_param_curric_nac_ef.htm

Analisando o contexto atual da educação nacional, vemos que a formação de professores foi afetada por políticas apressadas sim. Na maioria dos cursos de formação no que se refere ao conteúdo de leis relativas à Educação, os PCNs, os DCNs, LDB, etc., são deixados para uma pequena parte do curso. Mesmo com o estágio supervisionado, não dá para o docente em formação ter ideia da complexidade que envolve a Educação no Brasil, ou seja, ele enxerga somente a "ponta do iceberg".

Então quando se forma, vai para a escola dar aula, vai disputar com outros tantos para ser eventual, começa a trabalhar ganhando como estudante, tem que "se virar" e dar aula de outras matérias, é discriminado pelo aluno, pelo colega, enfrenta os problemas reais da sua profissão. Passa um tempo, o governo estadual impõe resoluções, uma atrás da outra e começa a limitar o espaço deste docente recém-formado. Na escola, alguns colegas começam a olhar estranho pra ele, calados. Outros ironizam sua condição e dizem "o que você está fazendo aqui? vai procurar outro emprego, isso não é vida!". E nesta hora, me pergunto, ninguém, nem governo, nem colega de profissão parou para pensar no desejo deste profissional em trabalhar dignamente na profissão que escolheu: de educador, na área que estudou? Só vejo política de dizer que faz bem feito, que gasta dinheiro com materiais didáticos e com infra-estrutura, que pra segurança tem ronda escolar, enfim que dá tudo. Aí deu errado? A culpa é do professor! Ele foi mal preparado! Ele é arcaico e não sabe lidar com o aluno! Pais e mães mais atrapalham a educação dos filhos na escola do que ajudam. Diretores e coordenadores que não o escutam, não o apóiam, o discriminam.

É necessário voltar na história, como aqui fizemos, analisar a forma como foram impostas as diretrizes, a Progressão Continuada, identificar problemas, assumir que foi feito com políticas apressadas e pensar em todos que estão envolvidos nisso. Daí, estudar possibilidades de sanar problemas, com pessoas de bem, que realmente se preocupem com a Educação e queiram fazer algo pra mudar, ouvir pesquisadores, estudiosos na área de educação, entendê-los e lutar pra colocar em prática o que funciona e que ainda está no papel.

(Regina Carla)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estudar sempre para saber educar

“Os professores precisam estudar sempre para ensinar cada vez melhor. É importante saber usar as tecnologias a favor da aprendizagem.” (Regina Scarpa)

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Ao ler a revista Nova Escola de novembro de 2009, estas palavras de Regina Scarpa, Coordenadora pedagógica da Fundação Victor Civita, durante entrega do prêmio Educador Nota 10, me chamaram a atenção. Quando decobri minha profissão, já sabia de antemão que “estudar sempre para saber educar” era uma dedicação constante e necessária a ser exigida pela profissão.

Andy Hargreaves indica em suas obras que o docente de hoje precisa ser polivalente, acompanhar a evolução das tecnologias e empregá-las à aprendizagem. Assim, o professor deve ser um “trabalhador intelectual” e ter competência relacional, ou seja, saber se relacionar com outras pessoas, compreender o outro.

Ao tentarmos entender a filosofia das propostas de Hargreaves, percebemos a sua profundidade, pois dá sentido real à profissão docente. Se analisarmos a situação em que se encontra nossa profissão percebemos a importância desse pensamento, já que tenta resgatar o que é ser professor, o que é ensinar, e pode retirar muitos profissionais que estão “trabalhando como professores”, mas que na verdade, não pensam exatamente em “serem professores”. O “ser professor” é dedicação e cuidado 24 horas por dia e não pode ser encarado como uma roupagem que se tira quando sai da escola.

Daí então voltamos à frase citada de Scarpa e juntamos com a filosofia proposta por Hargreaves e conseguimos, dessa forma, compreender o sentido. Repensamos a profissão, a formação, a dedicação. Aprender com nossos erros e acertos… Faz parte da vida!

Importante começar o ano de 2010 nessa reflexão.

Feliz Ano Novo a todos!

Um abraço!

Regina Carla